The ECA!
Esses dias assisti ao "grande" seriado The O.C. Achei a coisa meio ridícula (desculpas às pessoas que gostam) e tive milhares de idéias para tirinhas em torno dos conflitos emocionais que os personagens vivem. Em breve sairá também uma série de tiras de 2 cartunistas em uma loja de conveniência dentro de um posto de gasolina... Aguardem!

Só percebemos o valor da água depois que a fonte é privatizada...
Estava colocando a roupa no varal (coisa que geralmente faço depois que as lavo), e escutei um vizinho apresentando um amigo para a família, como se fosse uma celebridade. O cara tinha acabado de ganhar um carro num desses sorteios que vemos o tempo todo na TV. Acredito que esse fato deve ter dado muito mais sentido a vida daquele homem. Na hora me veio à cabeça certa vez, que estava vendo a peça de teatro “Alice no País das Maravilhas” com um primo e uma tia. No final sortearam 10 caixas de chocolate. Por coincidência/sorte meu primo foi sorteado. Ofereci pra ele duas caixas de bombons pra que trocássemos de números... Essa foi, a única vez, que fui premiado em algum sorteio...
Mas enfim, o que ia dizer é que na verdade, não gostaria de ganhar nenhum carro em sorteios. Por mais burro e idiota que isso pareça (e é), é verdade. Imagino que se fosse contemplado dessa forma, já estaria satisfeito com minha vida. Do que mais poderia reclamar? Poxa. Ganhei um carro!
Se algum dia estivesse na sarjeta ou falido lembraria desse dia com grande desgosto: “Onde foi que eu errei? Eu tinha tudo na mão!”. Se nada mais na vida desse certo, aquele maldito carro estaria ali para provar que a vida não é tão ruim... “Perdi meu emprego, meu cachorro me mordeu, não consigo abrir a lata de pepino e minha mulher, droga, é uma boneca inflável e ainda por cima me abandonou, mas olha só, ganhei esse carro num sorteio esses tempos”...
Escrito por Pablo às 11h12
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