Um, dois, três/olha a Muco/outra  vez!

Essa é a capa do nosso zine: MUCO (#1). Feito com muito amor, carinho, caneta nanquim descartável e sem nenhum senso de ridículo...



Escrito por Pablo às 13h41
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Das profundezas desse balde d'agua...

Desenho de bobeira; só pra aquecer. Fiz enquanto coçava meus dedos do pé com a régua...



Escrito por Pablo às 00h11
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Mistérios da medicina

Ontem, depois de tirar a roupa da maquina de lavar e estender no varal, percebi que meus pregadores de roupa estão sumindo. Tinha um pote cheio e agora está pela metade. Mas, pra onde vão os pregadores de roupa? Será que alguém rouba isso? Teve uma tia minha que viajou e esqueceu a roupa no varal. Quando voltou, as roupas estavam jogadas por todo lado, e todos os pregadores sumiram misteriosamente...



Escrito por Pablo às 13h24
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Sonhos

 

 

Tenho um primo que era repositor de bisnagas numa lanchonete. Com a intervenção da vigilância sanitária, que proibiu o uso das bisnagas (agora tem que ser embaladas com data de validade e talz), perdeu o emprego. Mas ele está vendo um trabalho como Blublalista. Não sabia o que era essa profissão, até nosso dialogo descrito abaixo:

- O que você vai fazer agora?

- Serei Blublalista.

- Ah... E o que faz um blublalista?

- Sabe, furamos um tronco de madeira em várias partes e deixamos afundar na água...

- Oh...

- Ela faz blu bla blu bla... Até chegar ao fundo!

Finalmente ele terá o reconhecimento merecido...



Escrito por Pablo às 16h27
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Faz frio aqui no sul

Do caderninho de rabiscote...

Para deixar o domingão mais alegre, clique no link e veja o vídeo engraçadissimo do humorista Costinha! Vale as penas!

E segue um texto do gênio Millôr Fernandes. Quem não conhece sua obra, está perdendo tempo na terra...

O nosso Trompe

Trompe-l'oeil, engana olho, em francês. Pintura tão realística que parece tridimensional, a verdade. Trompa mesmo, engana. No século XVII, os holandeses, donos da pintura na época, praticavam isso muito. A técnica, claro, já era moda na pintura da Renascença, o que é que não?, quando uma porta era tão bem pintada que levava todo mundo a querer abri-la, um papel dobrado levava à tentação de desdobrá-lo e uma mosca sobre um vidro trazia a necessidade de enxotá-la. Os franceses, que criaram a expressão trompe-l'oeil, levaram o trompe à saturação. E o que já não era considerado arte passou a ser considerado vulgar. Pois, afirmam os afirmativos, para que uma pintura seja arte deve haver nela alguma forma de intervenção humana, que afaste a obra da cópia servil.
Mas quem se trompa, realmente? A lenda de que os pássaros bicavam as uvas pintadas por Zeuxis ou a que garantia um cavalo querer cruzar com a égua pintada por Apelles devem ser engolidas com a famosa pitada de sal ático, que, aliás, já ninguém sabe o que é. Fazer com que a gente ingenuamente veja o que não está vendo, acredite no inacreditável, é coisa de mágico de teatro e de circo.
Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca ouviu falar do trompe-l'oeil, faz isso sem saber. Mas não trompa só o olho, trompa também ouvido e olfato. É o otolaringologista da trompiação. Porém, primitivo como em tudo, faz apenas como os desprezíveis artistas populares que, na França, pintavam seus trompes nos muros das ruas. Só se trompa quem quer se trompar. (Millôr Fernandes)



Escrito por Pablo às 16h49
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Yada-Yada!

Essa noite sonhei que quatro palhaços mudos invadiam meu quarto e roubavam meus sapatos, enquanto eu dormia. Acordei com o celular tocando, estavam procurando uma tal de Joana. O que uma coisa tem a ver com a outra e por que eu dormiria de sapatos? Ainda é um mistério para mim...

Saiu na coluna do Anacleto....



Escrito por Pablo às 10h25
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Hot-dog

Terça e quarta são os dias mais corridos da minha semana. Virei a noite trabalhando, mas aqui estou eu, atualizando. Não reclamem da tirinha, é de coração...



Escrito por Pablo às 14h27
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Yo-yo-yama!

Página de outra HQ minha, ainda sem nome...



Escrito por Pablo às 10h37
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Voltaram de novo, novamente...

 

Revirando meus arquivos pré-históricos, achei, para alegria geral, mais uma tira da...

 

 

Em busca do tapa-olho perdido

 

 

Como sempre, eu e minha gangue (constituída basicamente pelo Gerloff e o Diogo), fomos viajar. Desta vez o destino foi Curitiba. Minha terra natal, apesar de não ter passado muitos natais por lá. Como objetivo, fazer um curso de quadrinhos com o José Aguiar.

Pegamos o ônibus e na chegada, resolvemos ir a pé da rodoviária até nosso destino, a gibiteca. Gerloff começou a reclamar de uma estranha coceira no olho esquerdo, que ficou vermelho no mesmo instante. A preocupação tomou conta do grupo. Mesmo sem saber ao certo o estado de saúde do nosso amiguinho, continuamos nossa caminhada sem nos abater.

Algumas quadras adiante, fomos surpreendidos por uma grande multidão que se aproximava. Quando demos conta, estávamos no meio das pessoas, distribuindo autógrafos, fazendo “paz e amor” com as mãos e dando beijos em criancinhas. A alegria durou pouco. A multidão começou a se dispersar quando viu que Diogo espantou uma borboleta que o atormentava. Não éramos do Partido Verde como pensavam. O olho do Gerla ainda preocupava...

A situação do nosso colega já se tornava crítica e como ele não parava de coçar, resolvi amarrar suas mãos. Foi uma decisão difícil. Em reunião com o Diogo, levantamos duas soluções. Comprávamos um tapa-olho ou arrancaríamos os dois olhos (o outro olho também poderia ficar vermelho e não queríamos arriscar). Estávamos divididos e resolvemos tirar no palitinho. Compraríamos um tapa-olho. Decisão que deixou o Gerloff chateado, achava fora de moda.  

Como ainda tínhamos umas 3 horas até que começasse o curso, fomos atrás do tapa-olho por todo o centro de Curitiba. Brechós, farmácias, lojas de fantasias, sex-shops e não encontramos. Logo percebemos o porquê de não haver mais piratas andando por aí...

Por fim, desistimos de procurar e entregamos o trágico destino de nosso amigo à sorte. Desamarramos suas mãos e deixamos que ele tirasse o cisco do olho. Milagrosamente ele curou. Fizemos à primeira aula e fomos para a rodoviária onde seriamos salvos por uma vendedora paranormal, mas isso é outra história...

 



Escrito por Pablo às 11h41
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